sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

A Existência de Deus - Parte IV

CONCEITUAÇÕES ECLESIÁSTICAS DE DEUS NA FÉ PRÁTICA REFORMADA

A CONCEITUAÇÃO LUTERANA DE DEUS – Confissão de Fé Alemã (Augsburgo) de 1530, por Philipp Melanchthon.

Em primeiro lugar, ensina-se e mantém-se, unanimemente, de acordo com o decreto do Concílio de Nicéia, que há uma só essência divina, que é chamada Deus e verdadeiramente é Deus. E todavia há três pessoas nesta única essência divina, igualmente poderosas, igualmente eternas, Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, todas três uma única essência divina, eterna, indivisa, infinita, de incomensurável poder, sabedoria e bondade, um só criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E com a palavra persona se entende não uma parte, não uma propriedade em outro, mas aquilo que subsiste por si mesmo, conforme os Pais usaram esse termo nessa questão.

Rejeitam-se, por isso, todas as heresias que são contrárias a esse artigo, como os maniqueus, que afirmaram a existência de dois deuses, um bom e um mau; também os valentinianos, arianos, eunomianos, maometanos e todas as similares, também os samosatenos, os antigos e os novos, que afirmam uma só pessoa e sofismam acerca do Verbo e do Espírito Santo, dizendo não serem pessoas distintas, porém que Verbo significa palavra ou voz física, e que o Espírito Santo é movimento criado em suas criaturas.

A CONCEITUAÇÃO PURITANA DE DEUS – Confissão de Fé Escocesa de 1560, por John Knox e outros.

Confessamos e reconhecemos um só Deus, a quem, só, devemos apegar-nos, a quem, só, devemos servir, a quem, só, devemos adorar e em quem, só, devemos depositar nossa confiança (Dt. 6:4. I Co. 8:6. Dt. 4:35. Is. 44:5-6.). Ele é eterno, infinito, imensurável, incompreensível, onipotente, invisível (I Tm. 1:17. I Rs. 8:27. II Cr. 6:18. Sl. 139:7-8. Gn. 17:1. I Tm. 6:15-16. Êx. 3:14-15); um em substância e, contudo, distinto em três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mt. 28:19. I Jo. 5:7). Cremos e confessamos que por ele todas as coisas que há no céu e na terra, visíveis e invisíveis, foram criadas, são mantidas em seu ser, e são governadas e guiadas pela sua inescrutável providência para o fim que determinaram sua eterna sabedoria, bondade e justiça, e para a manifestação de sua própria glória (Gn. 1:1. Hb. 11:3. At. 17:28. Pv. 16:4).

A CONCEITUAÇÃO PRESBITERIANA DE DEUS – Confissão de Fé de Westminster de 1647.

Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, -onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juízos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.

Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e

sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos.

Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.

A CONCEITUAÇÃO BATISTA DE DEUS – Confissão de Fé Batista de 1689.

O Senhor nosso Deus é somente um, o Deus vivo e verdadeiro (I Co.8: 4,6. Dt.6:4), cuja subsistência está em si mesmo e provém de si mesmo (Jr.10:10. Is.48:12); infinito em seu ser e perfeição, cuja essência por ninguém pode ser compreendida, senão por Ele mesmo (Êx.3:14).

Ele é um espírito puríssimo (Jo.4:24), invisível, sem corpo, membros ou paixões; o único que possui imortalidade, habitando em luz inacessível, a qual nenhum homem é capaz de ver I Tm.1:17. Dt.4:15-16); imutável (Ml. 3:6), imenso (I Rs.8:27. Jr.23:23), eterno (Sl.90:2), incompreensível, todo-poderoso (Gn.17:1); em tudo infinito, santíssimo (Is.6:3), sapientíssimo; completamente livre e absoluto, operando todas as coisas segundo o conselho da sua própria vontade (Sl.115:3. Is.46:10), que é justíssima e imutável, e para a sua própria glória (Pv.16:4. Rm.11:36); amantíssimo, gracioso, misericordioso, longânimo; abundante em verdade e benignidade, perdoando a iniquidade, a transgressão e o pecado; o recompensador daqueles que o buscam diligentemente (Ex.34:6-7. Hb.11:6); contudo justíssimo e terrível em seus julgamentos (Ne.9:32-33), odiando todo pecado (Sl.5:5-6), e que de modo nenhum inocentará o culpado (Êx.34:7. Na.1:2-3).

Deus tem em si mesmo e de si mesmo toda a vida (Jo.5:26), glória (Sl.148:13), bondade (Sl.119:68) e bem-aventurança. Somente ele é autossuficiente, em si e para si mesmo; e não precisa de nenhuma das criaturas que fez, nem delas deriva glória alguma (Jó 22:2-3); mas somente manifesta, nelas, por elas, para elas e sobre elas a sua própria glória. Ele, somente, é a fonte de toda existência: de quem, através de quem e para quem são todas as coisas (Rm.11:34-36), tendo o mais soberano domínio sobre todas as criaturas, para fazer por meio delas, para elas e sobre elas tudo quanto lhe agrade (Dn.4:25,34-35). Todas as coisas estão abertas e manifestas perante Ele (Hb.4:13); o seu conhecimento é infinito, infalível e

independe da criatura, de maneira que para Ele nada é contingente ou incerto (Ez.11:5. At.15:18). Ele é santíssimo em todos os seus ensinamentos, em todas as suas obras (Sl.145:17), e em todos os seus mandamentos. A Ele são devidos, da parte de anjos e de homens, toda adoração (Ap.5:12-14), todo serviço, e toda obediência que, como criaturas, eles devem a criador; e tudo mais que Ele se agrade em requerer de suas criaturas.

Diante de tantos argumentos e proposições filosófico-científicas, até se poderia convencer as mentes sobre a existência e realidade de Deus. Ainda assim, existiram os homens com a consciência cauterizada que o apóstolo Paulo falou, e que em Romanos 1 descreve com clareza.

Não seria necessária a ciência para explicar a existência de Deus. Ele, o Senhor Todo-Poderoso, simplesmente é, o Deus “Eu sou”, que na sarça se revelou a Moisés, e ainda deseja se revelar a todo homem, por meio de Seu Único Filho, Jesus Cristo. Esse Deus utiliza, com toda a certeza, da razão para se mostrar ao homem, pois foi Ele quem lhe conferiu esse presente, contudo, sem a fé, requisito indispensável para se chegar a Ele, a razão só distancia o homem de Deus, e o aproxima mais de si mesmo e da sua vaidade, típica da sua natureza pecaminosa.

O teólogo Augustus Hopkins Strong aponta que sem a prática, a ciência teológica não tem utilidade proveitosa:

“A teologia é uma ciência cujo cultivo pode ser bem-sucedido somente em conexão com sua aplicação prática.”

Um grande cientista cristão, chamado Louis Pasteur, disse uma vez:

“Pouca ciência afasta-nos de Deus; muita ciência nos aproxima Dele.”

Por fim, terminamos com as palavras do homem que mais se esforçou para ensinar os incrédulos no caminho da existência e verdade eterna de Deus, na pessoa de Jesus Cristo, por meio de sua 1ª Carta aos Coríntios, em 1:18,21-24, o apóstolo Paulo ensina:

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus (…).Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria. Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.”

Defesa do Evangelho
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João 15:1

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador."

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