sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Existência de Deus - Parte II

A CONSCIÊNCIA NATURAL DA EXISTÊNCIA DE DEUS

Primeiramente, é importante termos em mente que a existência do homem está totalmente vinculada à existência de Deus. De maneira que a existência do homem prova a existência de Deus (essa afirmação é melhor explicada no item 1.3).

Assim, partimos do princípio que o homem já nasce com a consciência da existência de um ser superior, ou seja, de um “deus”, por isso se diz: “consciência natural”.

Em todos os lugares do mundo, o ser humano é apegado à ideia da existência de um ser supremo (deus), que cuida da existência do homem, do tempo e de toda a natureza. Isso se comprova na análise de todas as civilizações que já existiram na Terra, tanto aquelas estudadas na História: babilônicos, assírios, egípcios, gregos, como também os povos que foram recentemente descobertos: incas, astecas, maias e outras culturas indígenas, as quais cultuavam um ou vários deuses.

É bom lembrarmos que entre os gregos, os quais o apóstolo Paulo visitou em sua viagem missionária (At. 17:23) haviam inúmeros deuses e entidades sobrenaturais, contudo, havia um altar, ao DEUS DESCONHECIDO, não porque os gregos pensavam ter esquecido de algum

deus, mas devido a saberem (intuitivamente) acerca da existência de um ser superior a tudo que eles conheciam até então, o nosso Deus e Senhor Jesus Cristo.

Fato é que, em todos os lugares, e em todas as épocas, o homem cultuou a um “deus”, possuidor de características superiores às dele próprio, seja esse ser um “deus” humanizado, difuso ou etéreo, personificado na natureza, manifestado em eventos e circunstâncias acima do seu poder de explicação. O homem carrega dentro de si algo que o impele à um conhecimento extremamente elevado, chamado fé.

E por que o homem possui essa consciência natural da existência de Deus?

Em Gênesis. 2:7, está escrito:

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.

Com base nesse texto, percebemos que no ato da criação do homem, Deus depositou dentro do homem parte de Sua própria natureza, isto é, a vida (Deus, que é vida – Jo.14:6 e I Jo. 1:2 – colocou dentro de sua nova criatura, o homem, a vida), inserindo no homem o conhecimento da Sua existência.

Logo, é natural a consciência da existência de Deus ao homem, pelo fato de sua própria formação ter decorrido da operação de Deus. É o mesmo que ocorre na vida de uma criança separada de seu pai: ainda que essa criança jamais o tenha visto, ou possuído qualquer contato com seu pai biológico, ela possuirá características que a identificará com ele, porque carrega em si semelhanças com esse pai: cor dos olhos, temperamento, forma física, e muitas outras afinidades, que a fará semelhante a esse pai – e ainda, ninguém falará que pelo pai dessa criança não estar perto e ser conhecido objetivamente por todos, não exista.

A Bíblia concorda com esse exemplo, ao apresentar o homem como criado “a imagem e semelhança de Deus”, no livro de Gênesis 1:26:

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança(…)”.

O escritor Robert Browning expressa a certeza da existência natural de Deus de forma clara:

“Eu sei que Ele está ali, como eu estou aqui, com a mesma prova, que parece não provar nada, e isto vai além das formas familiares de prova.”

Desse modo, é natural a consciência no homem da existência de Deus, pois o homem carrega dentro de si mesmo, ainda que em uma proporção muito menor, características e atributos que o próprio Deus possui (bondade, amor, sabedoria, justiça, veracidade).

Defesa do Evangelho
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